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Todas as coisas contribuem para o bem…

Em sua carta aos Romanos, Paulo afirmou que “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28). Muitas pessoas interpretam essa passagem pelo viés da teologia da prosperidade e atribuem aos servos de Deus uma espécie de proteção mágica, que evita todo e qualquer sofrimento em suas vidas.

Mas a verdade é que Jesus nos alertou que seríamos perseguidos por causa dEle (Mt 5:11), pois o mundo jaz no maligno (1 Jo 5:19) e por ele somos odiados (Jo 15:18-19). Não podemos esperar, portanto, que seremos blindados do mal, mas podemos ter a certeza de que “somos perseguidos, mas não abandonados” (2 Co 4:9). 

Assim, quando Paulo afirma que todas as coisas contribuem para o nosso bem, ele está reafirmando o poder e a capacidade de Deus de transformar algo ruim em nossas vidas em um episódio que trará algo positivo. Foi assim com José, que foi jogado pelos seus irmãos num poço vazio para morrer. Por causa desse ocorrido, José foi parar no Egito, caiu nas graças do Faraó, tornou-se seu homem de confiança e acabou salvando sua própria família da desgraça (a história completa está no livro de Gênesis, a partir do capítulo 37). Ao final, José afirmou que “Deus tornou o mal em bem para que hoje fosse preservada a vida de muitas pessoas” (Gn 50:20). O mal que tentam fazer contra nós não é mais forte do que o Deus a quem servimos.

Paulo também nos ensina que “Ele é aquele que tão maravilhosamente nos conforta e fortalece nas dificuldades e provações para que, quando os outros estiverem aflitos, necessitados da nossa compaixão e do nosso estímulo, possamos transmitir-lhes esse mesmo consolo que Deus nos deu” (2 Co 1:4). O sofrimento nos humaniza, nos mostra que somos fracos e dependentes (de Deus e dos outros), desmonta a nossa vaidade e expõe nossa vulnerabilidade. Desta forma, ficamos mais sensíveis ao sofrimento do outro e ganhamos bagagem para confortá-lo. Portanto, não há sofrimento que não traga lições.

Diante de um momento difícil, é comum nos perguntarmos por que estamos enfrentando essa situação. Mas talvez a nossa pergunta deva ser: o que Deus quer me mostrar com isso? Precisamos aprender de forma definitiva que não temos controle sobre as coisas que acontecem na nossa vida, mas que servimos a um Deus que tudo pode e que não desampara os seus. Na fraqueza, somos fortes (2 Co 12:10). E tenhamos em mente que, além das adversidades comuns a todas as pessoas, escolhemos também carregar a cruz de Cristo, logo, sofreremos também as perseguições de um mundo que O odeia. Ódio, injustiças, ataques e muitas outras provações fazem parte da caminhada de quem opta por ser seguidor de Jesus. É difícil, mas precisamos lembrar que Ele foi nosso maior exemplo, pois sofreu calado com uma falsa acusação, um julgamento corrupto, uma tortura humilhante e uma condenação de morte vergonhosa. Ninguém na Terra sofreu mais do que Ele, portanto, é nEle que devemos buscar forças para superar nossos sofrimentos também. Foi o próprio Jesus quem nos ensinou: “Felizes serão vocês quando forem maltratados perseguidos e caluniados por serem meus seguidores! Fiquem contentes com isso! Fiquem muito contentes! Porque uma grandiosa recompensa espera vocês lá nos céus. E lembrem-se: os profetas antigos foram perseguidos antes de vocês.” (Mt 5:11). 

Pra quem quer verdadeiramente seguir e servir a Cristo, a teologia da prosperidade passa longe. Mas glória a Deus por isso, porque contamos com o mais poderoso dos defensores!


Pois tudo que está escondido será revelado e tudo quanto agora está oculto algum dia virá à luz. (Mc 4:22)



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