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Promessas de ano novo: quem nunca?

Dezembro terminando e muita gente já tá fazendo listinha de coisas que tem que fazer em 2018.  São muitas metas, muita vontade de mudar e a sensação de que ano novo é uma nova chance pra um recomeço. Acho ótimo esse balanço que a gente costuma fazer no final do ano – autoavaliação é sempre bom, pois nos ajuda a amadurecer. Mas por que é tão difícil cumprir as promessas? Por que elas costumam se perder antes mesmo de findar janeiro?

Talvez a gente esteja prometendo demais promessas que não são nossas. Emagrecer, arranjar um namorado, entrar na academia, ganhar mais dinheiro… tudo isso é legal, mas é realmente o seu desejo? Ou você está, ainda que inconscientemente, apenas querendo dar uma resposta a todos aqueles que te cobram essas coisas?

Mas talvez o problema seja outro: o nosso espírito imediatista muitas vezes nos faz estabelecer objetivos que são quase impossíveis de dar conta em apenas um ano. Comprar uma casa, arrumar o emprego dos sonhos e fazer aquela viagem inesquecível, por exemplo, são planos que dificilmente se concretizam num curto espaço de tempo (a não ser que você seja rica e muito sortuda!).

Nós, mulheres, costumamos nos cobrar muito e ser pouco condescendentes com nós mesmas. As pressões que sofremos por causa do machismo muitas vezes fazem com que a gente fique obcecada por querer fazer tudo ao mesmo tempo e com muita perfeição, pois qualquer deslize pode ser fatal para a nossa reputação (seja ela de mãe, de filha, de esposa, de profissional ou de qualquer outra posição que ocupemos). É compreensível essa postura, já que costumamos ser tão atacadas, julgadas, pressionadas e vigiadas em tudo que fazemos simplesmente pela nossa condição de mulher. Temos muito mais medo de errar porque a nós não nos é dada essa chance, ao contrário do que acontece com os homens. No entanto, precisamos racionalizar que somos seres humanos, temos nossas limitações e temos, sim, o direito de errar e tentar consertar, pedir desculpas, fazer de novo… não precisamos vestir a roupa de mulher-maravilha, não temos obrigação de acumular tarefas e fazer tudo bem feito, não carregamos as responsabilidades do mundo sozinhas.

Por isso, que tal fazer diferente esse ano? Ao invés de montar aquela listinha interminável de planos pra 2018, por que não refletir sobre as suas limitações e tentar se cobrar menos? Por que não fazer uma autoavaliação honesta para descobrir o que realmente é prioridade na sua vida e investir nisso sem culpa? Muitas vezes a gente carrega umas obrigações que nos são impostas e acabamos confundindo-as com planos e desejos pessoais. O tão batido projeto de emagrecimento, por exemplo, pode facilmente estar na sua lista de promessas de ano novo não porque você quer, mas porque as pessoas dizem que você deve. Assim como as cobranças em relação à vida profissional, à vida amorosa, à vida financeira, aos filhos… precisamos aprender a filtrar, aprender a separar o que é desejo nosso e o que é cobrança alheia, para então podermos estabelecer uma lista de objetivos possíveis e que vão contribuir de verdade para a nossa realização pessoal.

Falando assim pode parecer fácil, mas é uma luta diária. Ainda somos muito apegadas à imagem de super-mulher que nos outorgaram e que nos causa tanto sofrimento. Mas saber que não somos obrigadas a vestir essa carapuça é libertador e pode nos fazer muito mais felizes!

Então esse é o desafio para 2018: reflita sobre os planos e projetos que são verdadeiramente seus e tente estabelecer objetivos possíveis. Você não precisa ser a mulher ideal dos outros. Cobre-se menos, respeite-se mais e veja o quanto isso fará diferença na sua vida. Eu já topei, e você?

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